Bom, entender a vida, que coisa maravilhosa, eu acho que é simplesmente a coisa que todos nós queremos não é mesmo minha gente?
Mas aparentemente, muita gente acha que entende a vida e melhor (ou pior? ou apenas diferente?) às vezes nós mesmos em momentos diferentes da nossa vida, pensamos que temos o total entendimento de nossas vidas, da vida dos outros e melhor! do esquema que envolve tudo isso.
Mas como assim Bial? É isso mesmo. E é sobre isso que vou falar no “Vamos Analisar?” de hoje.
Aos dezesseis anos, um ano depois de finalmente deixarmos nossa infância de maneira oficial e aprovada pelo inmetro e entrarmos na nossa adolescência (lógico que tem gente que já é adulto aos 11, como a menina que estava no programa da Marcia outro dia, grávida e não sabia quem era o pai, se era um cara ou o irmão dele ou o outro irmão), é geralmente quando acontece a nossa primeira epifania e temos uma visão mais ampliada do nosso mundinho, e nesse momento, nos tornamos seres insuportáveis e donos da verdade. Nossos pais estão totalmente errados de nos proibir de sair e voltar quando quisermos, nossos professores são uns idiotas de exigir nossa presença todos os dias no colégio e nossos colegas são uns babacas imaturos, porque não entendem que na verdade, nós somos os reis do universo e sabemos de todas as coisas que pairam entre o bem e o mal.
Então vamos em frente, nos apaixonamos pelo primeiro rostinho bonito que aparece, nos metemos em todos os tipos de confusão possível, saímos falando um bando de verdades na cara de todo mundo, brigando com nossos pais, nossos professores, com o nosso corpo, com a nossa vida, contestando tudo e todos, porque eles estão errados!!! E aí quebramos a cara de todas as maneiras e voltamos com o rabinho entre as pernas pensando “nossa, onde eu estava com a cabeça?” (alguns, outros vivem nessa ilusão até morrer). E essa fase acontece mais ou menos quando temos lá uns 19, 20 anos e começamos a ver que o buraco é beeeem mais embaixo.
Eu acho que aos 22, 23 anos, passei novamente por esse negócio de “Ahá! Entendi a vida! Agora ninguém me segura!”, e me ferrei novamente. Eu não sabia de porcaria nenhuma, ninguém sabe de porcaria nenhuma e se você, querido leitor, querida amiga dona de casa, acha que entende uma coisinha que seja dessa vida, tome muito cuidado! Você está redondamente, completamente, simplesmente e absolutamente enganado(a). É brabo galera, Deus fica lá em cima, sentadinho na mesinha da Schincariol, tomando seu suco de laranja, observando e rindo da nossa cara, just making sure que ninguém tenha a idéia de que é o dono da verdade da vida por muito tempo. E esse aí, é o único entendimento da vida que eu consegui ter nesses anos todos.


