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TPM e a convivência em sociedade.

Este post vai ser bem feminino, mas qualquer homem que conviva com mulheres também vai entender.

Chega uma época no mês em que a maioria das mulheres (tirando algumas sortudas) começam a sentir algumas mudanças em seu comportamento/peso/corpo/rosto/visão de mundo/sanidade.

Tudo pode começar com uma simples dorzinha de cabeça, que vira uma pequena paranóia, uma discussãozinha com o namorado por bobagem, depois uma implicanciazinha com seu colega de trabalho chato, que vai se transformando num choro ao fim de um filme, então, quando você menos percebe, você está cheia de espinha na cara, gritando com a geladeira, retendo líquido igual a um container, olheiras iguaizinhas as do tio chico da família adams, chorando copiosamente com um comercial de água com gosto de guaraná e comendo chocolate descontroladamente. Cada palavra é uma ofensa pessoal, cada gesto é um ataque, todas as suas roupas são horríveis e você ama demais/odeia demais todo mundo que a cerca. E pra completar, quando a tpm acaba, você ainda passa de 3 a 5 dias sangrando e com cólica, dor de cabeça e sem vontade de viver.

Hormônios são cruéis, e eu acho, sinceramente, que a humanidade deveria ser mais solidária a tpm, todas as mulheres, se provassem estar no último dia de tpm/primeiro ou segundo dia de menstruação, deveriam ter um dia de folga com direito a spa relaxante, empregados à disposição e todas as despesas pagas. Aí sim não precisaríamos de leis como a que eu ouvi falar onde em algum estado louco dos EUA que suavizam a pena para assassinatos causados por mulheres de tpm.

p.s.: Uma vez ouvi de um colega de trabalho que se transexual soubesse o que é tpm, continuaria homem.

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I object!

Gostaria de escrever esse Post-Protesto em relação ao superpop de ontem. Eu sei que é um programa sensacionalista que tira leite de pedra tentando arrumar polêmica com qualquer coisinha, e é por isso que a gente assiste (e adora) mesmo. Mas mexeu com a Gaiola das Popozudas, mexeu comigo.

Primeiramente porque Valeska da Gaiola, musa absoluta do Neo-Feminismo, não merece ser posta em posição de criticas. Depois porque colocar um padre e mais a Dra Carla (aquela que apresentava um programa de sexo de madrugadas no SBT) e mais três mulheres, uma que se dizia terapeuta sexual e mais duas que eu nem sei o que estavam fazendo a não ser falar besteira, não tem nada a ver com a proposta do grupo que é simplesmente pagar com a mesma moeda de uma maneira descontraída e porque não, agressiva, todas as músicas feitas pelos homens que colocam a mulher como objeto.

Todos sabemos que o funk tem palavrão, todos sabemos que o funk tem putaria, todos sabemos que as letras de funk tem conotação sexual, e é isso que diverte todo mundo. O hip-hop tem letras pesadissimas e todo mundo acha maneiro. Pra isso exatamente que o funk hoje em dia tem letras proibidas e letras que tocam na radio, da mesma maneira que letras internacionais tem a clean version, justamente porque sabemos que tem publico para tudo, e tecnicamente, um menor de idade não poderia ouvir tais letras, assim como tecnicamente, são eles mesmos que são o público-alvo.

Mas defendo esse grupo em especial, assim como a Tati Quebra-Barraco, porque elas tem uma proposta totalmente original que dá voz à mulheres que de repente se viam obrigadas a se encaixar em categorias de “lanchinho-da-madrugada”, “fiés traidas pelo marido”, “amantes assumidas” e etc. Gente, por mais que isso possa parecer engraçado e divertido para certas pessoas, não podemos esquecer que tem gente que têm essa realidade mesmo, e que pessoas que dizem que “não se deve apanhar do marido”, “não se deve se prender a homem por necessidade”, “pode-se ser solteira e não ser piranha”, estão dando ótimos exemplos a serem seguidos a risca, só que eles fazem da maneira deles e uma maneira, sim, muito efetiva.

E é isso que as pessoas tinham que tentar destacar e valorizar nesse grupo, e não os pontos “negativos” que toda a mídia já está careca de saber e explorar. Mas infelizemente isso não dá ibope.

Mas deixando o sermão de lado, valeu porque Valeskinha tava belíssima toda de dourado arrasando na unha francesinha e chamou a “terapeuta sexual” de encubada na primeira oportunidade.

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